domingo, 5 de maio de 2013

O VAMPIRO PREDADOR


O Vampiro predador


Chegou a hora de dormir
O calor escaldante, trepidante
Bateu a porta de minha casa
Um ser indesejável e sem escrúpulos:
_Não atendi
_Aquilo era hora de me perturbar?
A porta então não abri...

O sono que não chegava,
e o perturbador continuava
A noite era quente e de lua cheia
Na pele o suor que mareia
Novamente aquele impertinente
Insignificante ser rompe o silêncio:
_Apenas o ouço
_Ele conseguiu em casa entrar.

Não demorou muito no quarto chegar
Apavorei e me amedrontei
Tentei gritar pedir socorro
Mas a minha voz não saiu
Estava ali na minha frente
O impertinente ser das trevas
e que logo o meu sangue vai sugar
e por azar, até me infectar.
_ Parasita da malária
_ Vírus da febre amarela
_Vírus da dengue

No escuro detectei o meu inimigo
Por seu zumbido sustenido
Chegou ao meu ouvido
Ele me tocou, minha pele sangrou...
_Vi quem era
E em meu pensamento sádico
Levantei, jurei vou me vingar
E sem pestanejar consegui
O pernilongo esmagar...


Dueto: Poetas Francis Perot e Anjopoesia