sábado, 19 de novembro de 2011

Meu marido era um entregador de agua



Meu marido era um entregador de água



Sou uma mulher casada e bem casada. Amo o meu marido. Ele me completa em tudo e é meu par-perfeito. Trabalho como vendedora numa empresa de motos numa pequena cidade do interior do estado de São Paulo.
Eu vou contar como conheci o meu marido, mas peço desculpas porque sou tímida e atrapalhada para certos assuntos, mas por ele tanto me incentivar criei coragem para escrever a todos vocês esse conto. È por isso que digo que ele é meu par-perfeito porque ele sabe me enlouquecer na cama com sua voz e com sua imaginação fértil. Toda semana vivemos uma gostosa fantasia que ele imagina e quando estamos deitados na cama olhando para o teto ele começa contar e me envolver. Não demora muito tempo estou completamente envolvida e entregue ao prazer e perdida de tanto tesão...
A quinze anos atrás fiz um pedido de água. Peguei o telefone e disquei o numero, parecia que eu estava tremula, me encontrava sozinha em minha casa. Estava elegantemente vestida com vestes finas e curtas porque fazia muito calor. Estava cheirosa, tinha acabado de sair do banho. Meu pensamento parecia que estava viajando. Eu uma mulher nova, bonita atraente e sozinha. Sempre desviei os meus pensamentos de certas coisas para não sofrer...
_Alô boa tarde! Eu preciso de um garrafão com água. Vocês podem fazer a entrega aqui pra mim agora?
_ Sim pode dona Caroline. Olha o entregador é novato. Agora é o André que está encarregado das entregas Ok. Dentro de meia horinha ele estará ai em sua residência.
_Tudo bem seu Joaquim estou aguardando.
Minha cidade por ser pequena todo mundo conhece todo mundo. Mas André eu não tinha nenhum em minha mente, e fiquei imaginado como seria o André. Não demorou muito escutei um barulho de moto em frente a minha casa e lá esta ele. Um homem ainda jovem, aparentemente elegante, que logo a me ver foi me recebendo com um lindo sorriso e dizendo.
_Boa tarde dona Caroline. Hoje esta fazendo calor mais que os demais dias.
_Sim senhor André. Entre e me acompanhe até a minha cozinha e deixe em cima da pia o garrafão com água.
Senti que o André além de me acompanhar, seus olhos acompanhavam alguma coisa em mim. Pois ele não tirava os olhos de cima de mim. Quase que fui sem educação com ele, mas me controlei e fui gentil. Ofereci a ele um suco fresquinho que eu tinha preparado antes de ir tomar banho. Fazia muito calor e André não tirava o seu olhar de cima de mim. Algo esta me incomodando...
_O senhor é novo por aqui?
_Sim! Eu vim da capital a procura de um lugar mais tranqüilo. Gostei desse lugar aqui e pretendo fixar morada.
_O senhor tem família, filhos?
_Tenho duas filhas, mas sou divorciado. Não preciso de muito pra viver ao contrário da senhora com uma casa desse tamanho dever ter uma enorme família.
_Somos e quatro pessoa que moramos aqui. Eu e minha três filhas.
_Certo dona Caroline, é uma enorme casa para quatro mulheres. Julgando pela a sua beleza, se suas três filhas forem assim tão bela quanto à senhora, essa é a casa mais linda da cidade...
Sorri nesse momento, e fiquei mais a vontade enquanto André tomava o segundo copo de suco. Abaixei mais a guarda, me via diante de um homem que por alguma razão se encontrava naquele lugar tentando recomeçar a sua vida. Uma nova história. Algo me chamava atenção naquele homem. Seu olhar romântico, seu jeito safado de me olhar. O acompanhei até ao portão e ele se foi.
Passei o resto da tarde com André em minha cabeça. Cheguei até a dar asa a minha imaginação, deixando está em algum lugar envolvida em amor. Cheguei até fantasiar eu vestida de noiva e me casando e ele me carregando naqueles braços... Ah como sou sonhadora. Às vezes sonho dormindo ou acordada. A imagem daquele homem ficou viva em minha memória. Aquele olhar safado, e aquela voz me faziam sonhar.
Passou-se três dias. Fiz um novo pedido de água no final da tardinha. Eu me encontrava novamente sozinha. Minhas filhas tinham ido num aniversário de uma coleginha de escola. Não demorou lá estava André. Eu tinha acabado de sair do meu banho oficial que fazia todas as tarde. Estava vestida somente num roupão de banho, desabotoado e amarrado somente na cintura e sem calcinha. Ainda não tinha me trocado. Aparentemente estava vestida. André se quisesse ver alguma coisa só se fosse pela a sua fértil imaginação.
Ele aparentava um pouco cansado. Mas gentil no falar e como da outra vez, não tirava aquele olhar de safado de sobre mim, parecia até que me devorava.
_Ahhh! Essa é minha ultima entrega. Tive um dia daqueles dona Caroline. Mas essa entrega vale por todas as que eu fiz hoje.
_ E como você tem passado esses dias?
_Sozinho em meu lugar escrevendo.
_Escrevendo?
_Sim!
_Escreve sobre o que?
André permaneceu em silêncio por algum tempo. Agora era eu que o olhava fixamente querendo entender aquele enigmático homem. Abri a geladeira e coloquei pra ele um gelado copo de suco de laranja o qual ele tomou de um só gole, e eu enchi novamente o copo e colocando a jarra sobre mesa sai imediatamente para o meu quarto e ao ligar o interruptor da luz a lâmpada queimou-se.
Peguei uma nova lâmpada e uma pequena escadinha que se encontrava atrás da porta do quarto e subi para fazer a troca. Mas ao tirar a lâmpada queimada, acho que me descuidei e sem perceber levei um choque, e dei um grito bem alto, por sorte não cai da escada. André tomou um susto, e foi correndo para o quarto e lá estava eu chorando, tremendo toda e no quarto degrau da escadinha.
_O que aconteceu dona Caroline?
_André eu sou toda atrapalhada...
Tão atrapalhada que eu havia me esquecido que estava somente de roupão de banho, sem calcinha, no quarto degrau da escada e André no chão. André educadamente segurou a minha mão e disse:
_Calma dona Caroline. Já passou o susto e não aconteceu nada de grave.
Senti naquele momento sua mão que subia pela minha coxa em  toques suaves até a minha xana. Permaneci em cima da escada. Estática. Parecia que eu tinha me transformado numa estatua e André me olhando de baixo para cima. Eu nem imaginava o que ele estava vendo... Senti suas mãos em minha cintura e eu coloquei as minhas mãos em seus ombros e naquele instante um imenso prazer tomou conta de mim, pois o safado do André que hoje é o meu marido caiu de boca em minha xana e fez-me gozar em cima da escada mesmo em sua boca. Quando tomei conta de mim estava nua em cima da escada. Parecia que eu tinha ido num paraíso e agora estava retornando.
Ele então me pegou em seus braços, me deitou sobre a cama, beijou cada centímetro do meu corpo conhecendo com ternura e caricias cada curva, os meus mais íntimos segredos que guardava para um dia entregar a alguém especial, agora eu estava ali toda entregues para o entregador de água de minha cidade.  Viciei no entregador de água. As duas semanas seguintes eu comprei água todos os dias, porque até então ele não havia me dado nenhuma esperança. Após duas semanas ele veio falar comigo fora do seu serviço. Trouxe-me uma flor e me pediu em casamento. Oito meses depois estávamos casados oficialmente...


Francis Perot

2 comentários:

  1. Que bella historia nos relatas, me ha encantado, lo bueno de todo es que ya no tienes que llamar para pedir el agua, ahorraras en teléfono jijiji
    Muy bien relatada, te felicito.
    Besitos de Arte.

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O amor é o estado propenso,
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Disposição do espírito que
induz uma pessoa a outra,
a dedicar através
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Francis Perot